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O maior hack cripto da história: O que é prova de reserva?

CoinEx logo
Publicado em
5m

O recente hack da corretora Bybit chocou a comunidade de criptomoedas, sendo considerado o maior ataque da história e levantando questões importantes sobre a segurança das exchanges centralizadas e a necessidade de transparência nos fundos dos clientes. Nesse contexto, o conceito de prova de reserva (Proof of Reserves - PoR) ganha destaque como uma solução essencial para garantir a integridade financeira das plataformas. 

Mas, o que é a prova de reserva e como ela pode proteger os investidores em situações como essa?

O que é Prova de Reserva (Proof of Reserves) em criptomoedas?

A prova de reserva é um mecanismo de auditoria que permite verificar se uma exchange realmente possui os fundos que afirma ter para garantir os saques dos clientes. Essa auditoria é feita por meio de registros on-chain e provas criptográficas, garantindo que a plataforma mantenha um lastro de 100% dos ativos dos usuários.

Algumas exchanges assumem erroneamente que podem utilizar os depósitos dos clientes para outros fins, assim como fazem os bancos tradicionais. No entanto, essa prática pode levar ao mau uso dos ativos dos usuários, um problema recorrente na indústria cripto.

Assim como no caso de uma corrida bancária (quando os clientes sacam seus fundos em massa porque temem que o banco vá à falência) apenas aquelas exchanges que mantêm um índice de reserva de 100% conseguem honrar saques em larga escala.

Para garantir a segurança dos fundos, as exchanges devem manter uma reserva integral, assegurando que ativos como BTC, ETH e USDT estejam sempre disponíveis para saque. Em outras palavras, a prova de reserva ajuda a garantir a exchange está mantendo o dinheiro de todos e não escondendo nada. Isso ajuda a proteger quem está guardando o dinheiro na plataforma.

Como funciona a Prova de Reserva?

O processo de prova de reserva envolve a captura de dados financeiros, a aplicação de técnicas criptográficas e a verificação por auditores independentes. Com isso, os usuários adquirem mais segurança e transparência sobre a integridade da plataforma. Confira abaixo as etapas desse mecanismo:

  1. Snapshot dos saldos: A exchange tira uma "fotografia" dos saldos dos clientes em um momento específico.
  2. Uso de árvores de Merkle: A prova de reserva utiliza árvores de Merkle para garantir que os dados dos saldos sejam autênticos sem comprometer a privacidade dos usuário
  3. Divulgação transparente: Em seguida, a assinatura criptográfica é usada para verificar se a exchange realmente possui os ativo

O que aconteceu com a Bybit?

Em 21 de fevereiro de 2025, a exchange de criptomoedas Bybit sofreu um ataque cibernético que resultou no roubo de aproximadamente 401.000 Ether (ETH), avaliados em cerca de US$ 1,5 bilhão. Este incidente é considerado o maior roubo de criptomoedas registrado até hoje. 

O incidente aconteceu durante uma transferência rotineira de fundos de uma carteira fria (offline) para uma carteira quente (online), quando hackers exploraram vulnerabilidades no processo e desviaram os ativos para endereços desconhecidos. 

Contudo, o CEO, Ben Zhou, assegurou aos clientes que a empresa permanece solvente e que todos os ativos dos clientes estão garantidos em uma proporção de 1:1. 

Os hackers continuam movendo o Ethereum roubado, já tendo lavado cerca de 135 mil ETH (US$ 335 milhões), quase um terço do total. Ainda restam 363.900 ETH (US$ 900 milhões) na carteira do hacker, e o processo de lavagem pode levar até 10 dias. No entanto, para combater essas atividades ilícitas, a Bybit lançou um novo sistema de API para rastrear carteiras na lista de bloqueio e criou uma plataforma de recompensas para incentivar a identificação de transações suspeitas. 

Além disso, a exchange congelou US$ 42,89 milhões em ativos roubados, com o apoio de empresas como Tether, OKX, e CoinEx, que congelou 847 mil USDT em fundos.

Devido à magnitude do roubo, o mercado reagiu com forte volatilidade, agravada pela recente queda do Bitcoin. O sentimento de incerteza entre investidores se intensificou, levando a liquidações em massa e pressionando ainda mais os preços das criptomoedas.

Como resultado, este incidente destaca a importância de medidas robustas de segurança cibernética no espaço das criptomoedas e serve como um lembrete para usuários e plataformas reforçarem suas práticas de proteção de ativos digitais.

Por que a prova de reserva é essencial no mercado de criptomoedas?

A falta de transparência das exchanges é um dos principais fatores de risco para os investidores. Sem um mecanismo como a prova de reserva, não há garantia de que a plataforma realmente possui os fundos declarados. Casos como o colapso da FTX e agora o hack da Bybit reforçam a necessidade de medidas mais rigorosas para proteger os ativos dos usuários.

Exchanges que adotam a prova de reserva

Atualmente, algumas exchanges bem estabelecidas já possuem auditorias regulares de prova de reserva, com relatórios periódicos para aumentar a confiança dos usuários. Alguns exemplos são:

  • Binance
  • ByBit
  • CoinEx

Prova de reserva de criptomoedas na CoinEx

Para garantir uma gestão de ativos segura e transparente, a CoinEx, uma das principais exchanges de criptomoedas do mundo, se compromete em manter uma taxa de reserva de 100% dos ativos CET, USDT, USDC, BTC, ETH e DOGE.

Através da Prova de Reserva, a plataforma prova assegura que nunca usa as criptomoedas dos usuários para quaisquer outros fins e sempre honra 100% de seus saques.

Prova de Reserva da CoinEx atualizada em 26 de fevereiro de 2025.

Prova de Reserva da CoinEx atualizada em 26 de fevereiro de 2025.

Conclusão

O ataque à Bybit expôs, mais uma vez, as vulnerabilidades do mercado cripto e a necessidade urgente de mais transparência e segurança nas exchanges. Em um setor onde a confiança dos investidores é fundamental, a prova de reserva surge como uma ferramenta indispensável para garantir que as plataformas realmente possuam os fundos que alegam ter.

Este incidente também reforça uma lição essencial para investidores: a escolha da exchange certa faz toda a diferença. Plataformas que adotam boas práticas de segurança, como auditorias regulares e prova de reserva verificável, reduzem significativamente os riscos para seus usuários.